GARCIA (2003) aponta que o paralelismo sintático e semântico remete à lógica da correlação e associação de ideias, por isso
sua ausência pode provocar incoerência. No entanto, autores de várias épocas usaram-na com propósito estilístico.
O enunciado que corresponde a essa asserção é:
A Já um estirão era andado quando, numa roça de mandioca, adveio aquele figurão de cachorro, uma peça de vinte palmos
de pelo e raiva. (José Cândido de Carvalho)
B De estado calado, ele sempre aceitava todo bom e justo conselho. Mas não louvava cantoria. Estavam falando todos
juntos? Então Medeiro Vaz não estava lá. (Guimarães Rosa)
C Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. (Machado de Assis)
D Duas coisas prega hoje a igreja a todos os mortais: ambas grandes, ambas tristes, ambas temerosas, ambas certas.
(Pe. Antonio Vieira)
E O corpo do vaqueiro derreava-se, as pernas faziam dois arcos, os braços moviam-se desengonçados. (Graciliano Ramos)