A supervisora Laura organizou, com os diretores de
escolas públicas de seu setor de supervisão, encontros
de estudos sobre “aprendizagem ativa, conhecimentos
prévios/conceitos espontâneos e motivação”, selecionando textos para leitura e debate em reuniões pedagógicas
com os professores. Dentre eles, o texto no qual Célia
F. Linhares, in Silva Jr. (2004), defende a “cabeça bem
feita” em lugar da “cabeça cheia”, retomando Montaigne
e Rabelais, e argumentando que “é a própria concepção
de conhecimento e de escola que está em questão: é um
conhecimento sem mistério e sem enigmas, que deve ser
carregado como um peso pela vida afora, subjugando,
subalternizando, ou um processo escolar que participe
da aventura humana, que não pode ser engessada num
rol de utilidades imediatas, mas que nos proponha questões, para cujas respostas