Um estudo interdisciplinar foi conduzido para investigar o impacto do lazer criativo no desenvolvimento psicomotor,
cognitivo e socioemocional de adolescentes em diferentes contextos socioculturais. O estudo acompanhou 600
adolescentes de 12 a 18 anos, de áreas urbanas e rurais, ao longo de três anos. Os participantes foram divididos em
três grupos:
Grupo A: Engajado em atividades de lazer criativo estruturadas (ex: oficinas de arte, música e teatro).
Grupo B: Envolvido em atividades de lazer criativo não-estruturadas (ex: projetos maker e jardinagem criativa).
Grupo C: Grupo controle, sem intervenção específica de lazer criativo.
Os pesquisadores coletaram dados sobre habilidades motoras, criatividade, resolução de problemas, autoestima e
interações sociais. Além disso, foram realizadas entrevistas qualitativas e observações etnográficas.
Os resultados revelaram:
1. O Grupo A apresentou melhoras significativas em habilidades motoras finas e expressão corporal.
2. O Grupo B demonstrou maior capacidade de pensamento divergente e resolução criativa de problemas.
3. Ambos os grupos A e B mostraram aumento na autoestima e melhoria nas interações sociais em
comparação ao Grupo C.
4. Adolescentes de áreas rurais no Grupo B apresentaram um aumento mais acentuado em criatividade do que
seus pares urbanos.
5. No Grupo A, observou-se uma correlação positiva entre o tempo dedicado às atividades de lazer criativo e o
desempenho acadêmico em disciplinas artísticas e científicas.
Considerando esses resultados e o conhecimento aprofundado sobre lazer criativo e suas implicações na Educação
Física, analise as afirmativas a seguir:
I. A melhoria nas habilidades motoras finas e expressão corporal do Grupo A sugere que o lazer criativo estruturado
pode ser uma ferramenta eficaz para o desenvolvimento psicomotor, podendo ser integrado aos currículos de
Educação Física para complementar as atividades físicas tradicionais.
II. O aumento da capacidade de pensamento divergente no Grupo B indica que o lazer criativo não estruturado pode
promover a plasticidade cognitiva, sugerindo que a Educação Física deve incorporar mais atividades de resolução de problemas abertos e criação livre.
III. A melhoria na autoestima e nas interações sociais em ambos os grupos de intervenção corrobora a teoria do lazer
sério de Stebbins, indicando que o engajamento em atividades de lazer criativo pode promover o desenvolvimento
pessoal e social de forma mais eficaz que o lazer casual.
IV. A diferença nos resultados de criatividade entre adolescentes rurais e urbanos no Grupo B sugere que o contexto
sociocultural influencia o impacto do lazer criativo, implicando que os programas de Educação Física devem ser
adaptados às especificidades culturais e ambientais dos alunos.
V. A correlação entre o tempo dedicado ao lazer criativo e o desempenho acadêmico no Grupo A indica uma possível
transferência de habilidades, sugerindo que a Educação Física, ao incorporar elementos de lazer criativo, pode
contribuir para o desenvolvimento cognitivo global dos alunos.
Dado esse contexto, é correto o que se afirma em: