A compreensão do poema de João Cabral nos leva a perceber que: 1) e...
🏢 COVEST-COPSET🎯 UFPE📚 Língua Portuguesa
#Análise Textual
Esta questão foi aplicada no ano de 2015 pela banca COVEST-COPSET no concurso para UFPE. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Análise Textual.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Esta cova em que estás, Com palmos medida, É a conta menor Que tiraste em vida. - É de bom tamanho, Nem largo nem fundo, É a parte que te cabe Deste latifúndio. - Não é cova grande, É cova medida, É a terra que querias Ver dividida. - É uma cova grande Para teu pouco defunto, Mas estarás mais ancho Que estavas no mundo. - É uma cova grande Para teu defunto parco, Porém mais que no mundo Te sentirás largo. - É uma cova grande Para tua carne pouca, Mas à terra dada Não se abre a boca.
(João Cabral de Melo Neto. Morte e vida severina e outros poemas em voz alta. 15 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981, p. 87-88).
A compreensão do poema de João Cabral nos leva a perceber que:
1) existe um ‘tu’ imaginado no contexto, supostamente capaz de uma interlocução. 2) acontece uma espécie de discurso direto, com marcas pronominais e verbais de ‘segunda pessoa do singular’. 3) o discurso do falante se propõe a levar o suposto interlocutor a ver as vantagens do novo ‘território’. 4) faltam alusões, mesmo implícitas, a questões atuais ligadas às desigualdades sociais.