Imagine é uma aluna de 8 anos diagnosticada com
surdez profunda bilateral congênita. Ela frequenta uma
escola regular e utiliza aparelho auditivo, mas demonstra
dificuldades na comunicação oral e na compreensão dos
conteúdos em sala de aula. Seus pais, influenciados pela
concepção médica da surdez, priorizam o
desenvolvimento da oralidade e resistem à ideia de que
ela aprenda a Língua Brasileira de Sinais (Libras). A
professora dela, buscando uma abordagem inclusiva,
observa que a aluna se comunica com mais facilidade e
desenvoltura quando utiliza gestos e sinais informais
com seus colegas surdos e alguns ouvintes da escola.
Considerando o caso da aluna e as diferentes
concepções sobre a surdez, avalie as seguintes
afirmações.
I.A insistência dos pais em priorizar exclusivamente a
oralização, desconsiderando a Libras, reflete uma
concepção médica da surdez, que vê a surdez como
uma deficiência a ser "corrigida" ou "tratada" e prioriza a
oralização e o uso de tecnologias auditivas, como
aparelhos ou implantes, buscando a aproximação com
os padrões dos ouvintes.
II.A facilidade de Maria em se comunicar por meio de
gestos e sinais informais sugere a importância de
considerar a Libras como língua natural da comunidade
surda e um importante recurso para o desenvolvimento
cognitivo e social da aluna.
III.A escola, ao buscar uma abordagem inclusiva, deve
impor aos pais a adoção da Libras, desconsiderando
suas crenças e expectativas em relação à educação da
filha.
IV.A concepção social da surdez reconhece a Libras
como língua e a comunidade surda como uma minoria
linguística e cultural, com seus próprios valores,
costumes e formas de comunicação.
Assinale a alternativa correta: