Com o objetivo de definir consensos e diretrizes sobre o tema,
a Sociedade Brasileira de Cardiologia apresentou, em 2019, a
Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e
Cuidados Cardiovasculares de Emergência.
De acordo com a diretriz e sobre parada cardiorrespiratória e
ressuscitação cardiopulmonar, marque a alternativa
INCORRETA .
A Vários equipamentos mecânicos de compressão torácica
vêm surgindo no mercado. Porém, nenhum mostrou-se
superior à técnica padrão em termos de sobrevida e de
retorno à circulação espontânea.
B No trauma, as tentativas de reanimação cardiopulmonar
podem ser suspensas ou não iniciadas em: pacientes sem
pulso em apneia, na chegada da equipe ao local em
traumas fechados; sem pulso e sem sinais de vida,
mesmo com ritmo cardíaco organizado, se a FC for menor
de 40 bpm (AESP), em traumas penetrantes; em morte
evidente; e em múltiplas vítimas.
C A Modulação Terapêutica da Temperatura, durante os
cuidados pós-ressuscitação, visa conter a síndrome pós-parada cardiorrespiratória, diminuindo o consumo de
oxigênio cerebral e limitando a lesão ao miocárdio e os
danos sistêmicos. Para aqueles pacientes que
permanecem comatosos, após retorno da circulação
espontânea após parada cardiorrespiratória, em ritmo de
taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular, a
recomendação é de resfriamento entre 32°C a 36°C,
mantido por 12 a 24 horas.
D A jurisdição brasileira permite apenas aos médicos a
decisão por não iniciar ou interromper manobras de
ressuscitação cardiopulmonar. Em caso de morte
evidente, a equipe de Suporte Básico de Vida pode
decidir por não iniciar as manobras, mas, caso essa
equipe inicie um protocolo de ressuscitação
cardiopulmonar, este só deve ser interrompido na
presença de um médico.
E A adrenalina é a droga vasopressora de escolha, na
parada cardiorrespiratória, seguida por vasopressina e
noradrenalina. A dose é de 1 mg a cada 3 a 5 minutos,
mesmo com nível de evidência limitado.