Se ninguém nunca tivesse visto nem descrito [...] a Revolução
Francesa, então uma representação correta desse fenômeno seria
completamente impossível [...]. É devido ao fato de que a minha
imaginação, nesses casos, não funciona livremente, mas é
orientada pela experiência de outrem, atuando como se fosse por
ele guiado, que se alcança tal resultado, ou seja, o produto da
imaginação coincide com a realidade.
[...] a imaginação adquire uma função muito importante no
comportamento e no desenvolvimento humanos. Ela transforma-se em meio de ampliação da experiência de um indivíduo porque,
tendo por base a narração ou a descrição de outrem, ele pode
imaginar o que não viu, o que não vivenciou diretamente em sua
experiência pessoal.
VIGOTSKI, Lev Semionovitch. Imaginação e criação na infância. São Paulo: Ática, 2009.
O uso, pelo(a) professor(a) de História, da ferramenta
metodológica analisada pelo texto