A anatomia do músculo platisma ocupa grande importância na realização de uma ritidoplastia, pois esse músculo
é frequentemente manipulado durante o facelift .
O estudo das reconhecidas variações anatômicas do
músculo platisma permite concluir que o platisma
A exibe em 75% dos pescoços interdigitações das fibras musculares mediais a dois centímetros da sínfise
mandibular, e nos 25% restantes as suas fibras musculares se sobrepõem em toda a extensão ou não se
entrecruzam.
B apresenta interdigitações com os músculos risório e
zigomático menor, o que, em determinados indivíduos, causa algum efeito na depressão do lábio inferior.
C é mais fino no pescoço, formando bandas visíveis,
porém, superiormente, ao cruzar a mandíbula apresenta-se mais espesso, tornando mais fácil a sua dissecção cirúrgica.
D é um músculo puramente subcutâneo que se origina
na superfície medial da clavícula e se insere nos tecidos moles da face, com uma pequena inserção óssea
na mandíbula.
E apresenta uma inervação bem elaborada do platisma,
onde cinco ou seis ramos cervicais podem ser identificados inferiores e anteriores ao ângulo da mandíbula,
no plano entre a fáscia cervical profunda e a face posterior do platisma.