Leia o texto a seguir.
Nas grandes fazendas de café do Estado de São Paulo, a
insatisfação do proletariado rural exprimiu-se por formas
semelhantes às do meio urbano, mas a possibilidade de
manifestá-la foi bastante limitada. A massa de imigrantes,
introduzida em terra estranha, dispersou-se por fazendas
isoladas, impossibilitando contatos que reforçassem a tomada
de consciência de uma condição comum e o esboço de uma
ação reivindicatória. No interior da fazenda, o fazendeiro
detinha poderes absolutos, dominava as instituições do Estado
(polícia, magistratura), colocadas a seu serviço. Era fácil
também isolar os portadores do bacilo radical, pela simples
proibição da entrada de elementos estranhos.
FAUSTO, Boris. Trabalho urbano e conflito social. 1890-1920. 4. Ed. São
Paulo: Difel, 1986, p. 21. [Adaptado].
Como efeito na atuação dos movimentos sociais, tal
situação ensejou a