Em “(Re)significando o ensino do italiano: práticas
plurais, democráticas e reflexivas”, Landulfo (2019) faz
uma defesa de um ensino que considere a pluralidade
linguístico-cultural do italiano, o que envolve, entre
outras coisas,
A a eliminação dos livros didáticos do centro do processo de ensino e aprendizagem da língua italiana,
em favor do uso de outros recursos multissemióticos
adequados a cada faixa etária.
B a inclusão de comunidades falantes de língua italiana de lugares como Suíça, Eslovênia, Croácia,
Eritreia, Somália, Líbia e Etiópia, que têm sido ignorados nos cursos de formação de professores e nos
livros didáticos.
C a valorização de professores de língua não nativos,
que tenham aprendido o italiano na vida prática e
não necessariamente em cursos universitários ou
em contextos formais de formação de professores.
D a centralidade da cultura nas atividades didáticas,
para que os professores transmitam os principais
elementos da vida cotidiana na Itália, promovendo
assim uma melhor adaptação dos alunos estrangeiros ao contexto italiano.
E o acesso dos alunos às obras literárias, artísticas e
cinematográficas italianas, facilitando o diálogo entre
estas e as produções brasileiras, visando ao desenvolvimento da cultura nacional.