I - O ensino de Língua Portuguesa deve acontecer num espaço em que as práticas de uso da
linguagem sejam compreendidas em sua dimensão histórica e em que a necessidade de análise e
sistematização teórica dos conhecimentos linguísticos decorra dessas mesmas práticas;
II - Consequentemente, a análise da dimensão discursiva e pragmática da linguagem
descaracteriza a individualidade do aluno, para adequá-lo às expectativas sociais e econômicas em que o
fenômeno da linguagem está inserido;
III - Os conhecimentos sobre a língua com os quais se opera oferecem os suportes necessários para
a compreensão dos fenômenos de interação;
IV - O modo como se organiza essa matriz resulta da compreensão desse princípio, que pressupõe
a percepção da unicidade do fenômeno linguístico: objetivamente, ao ouvir, ler, falar e escrever, o sujeito
trabalha com procedimentos de mesma natureza, ainda que alguns fiquem em evidência.