TEXTO 2
Após a Semana de Arte Moderna, alguns escritores de
diferentes regiões do país começaram a produzir obras em
prosa que retratavam criticamente a realidade social e
política do Brasil. Passaram a tematizar questões como a
desigualdade social, a vida miserável e indigna dos
retirantes, os costumes escravagistas e o coronelismo,
apoiado na posse das terras. Esses problemas muitas
vezes eram desconhecidos do público leitor dos centros
urbanos da época.
Em 1926, em Recife, essa proposta estética firmou-se em
um congresso, no qual escritores nordestinos tomaram a
decisão de criar uma prosa regional comprometida com a
participação política e a denúncia social.
(Graça Sette, Márcia Travalha; Rosário Starling. Literatura – trilhas
e tramas. São Paulo: Leya, 2015, p. 494. Fragmento).