A Psicologia do Trabalho pode ser apreendida como
campo de compreensão e intervenção sobre o trabalho
e as organizações, em que se promove a análise da interação das múltiplas dimensões que caracterizam pessoas, grupos e organizações, com a finalidade de construir
estratégias e procedimentos que promovam, preservem
e restabeleçam o bem-estar no ambiente de trabalho.
A esse respeito, é correto afirmar que
A o estágio atual do conhecimento sobre o homem
permite afirmar que ele não sente naturalmente prazer em trabalhar, e isso independe do controle de
suas condições; a execução do trabalho não pode
ser considerada uma fonte de satisfação, que seria
voluntariamente desempenhada, ou uma fonte de
punição (e deve ser evitada, se possível), que seria
assimilada muito lentamente pelo trabalhador.
B embora tenha adquirido feições próprias ao final do
século passado, a Psicologia do Trabalho surgiu na
esteira da Administração Científica do Trabalho, preceituando que cada trabalho fosse atentamente analisado, para que o modo otimizado de executar as
tarefas pudesse ser especificado junto a funcionários
selecionados de acordo com as características relacionadas ao desempenho no trabalho.
C ao estudar o comportamento humano e sua relação com a causalidade dos acidentes de trabalho, a
psicologia do trabalho considera a hipótese de atos
inseguros serem cometidos pelos trabalhadores na
busca do controle das tarefas, que passou para as
mãos da gerência, retirando dos trabalhadores qualquer decisão sobre o seu fazer, gerando alienação e
descompromisso.
D se trata de disciplina aplicada nas teorias modernas
de administração, apresentando concepções e premissas acerca da natureza humana, que consideram
imanentes à espécie humana atributos como o fato
de ser estimulada fortemente por vantagens financeiras e mostrar-se passiva em relação à participação na organização de seu trabalho, demandando
orientação e controle sistemáticos.
E o controle externo e a ameaça de punição não são
os únicos meios de obter o esforço de alcançar os
objetivos organizacionais, devendo o homem exercitar a autodireção e o autocontrole a serviço dos objetivos que lhe são confiados pela organização, que
deve proporcionar condições para que as pessoas
reconheçam e desenvolvam, por si próprias, essas
características.