Com a idade estimada entre 86 e 90 anos, Aruká Jamu, o último falante da língua do povo Juma, morreu de
Covid-19 em 17 de fevereiro de 2021 em um hospital de Porto Velho, capital de Rondônia. Sua etnia, que contava
com cerca de 15 mil pessoas no século XVIII, foi devastada por doenças e conflitos com seringueiros, madeireiros
e garimpeiros. Em 1964, restavam só seis indivíduos Juma e, em 1999, apenas Aruká. Sua primeira mulher
morrera em 1996. As quatro filhas, incluindo uma de outro casamento, casaram-se com homens da etnia Uru-euwau-wau. Em 2016, como noticiado no jornal New York Times, Aruká Juma contou ao repórter fotográfico Gabriel
Uchida: “Éramos muitos antes que os seringueiros viessem matar todos os Juma”.
DA EDIÇÃO. Morte de um homem e extinção de uma etnia. Pesquisa FAPESP, São Paulo, FAPESP, Ano 22,
n. 322, Abr. 2021. p. 17.
Com base na leitura do trecho, e considerando que se trata de uma notícia, é INCORRETO afirmar que
as datas destacadas em negrito