A intervenção profissional do assistente social está permeada por configurações estruturais e conjunturais e pelas formas históricas do enfrentamento da questão social, na maioria das vezes corporificadas por políticas sociais. Desse modo, as políticas
sociais
A assumem direção na reprodução do capital e da classe trabalhadora; no entanto, nunca se fez necessário o reconhecimento da dimensão política dessa classe social, na medida em que a organização sindical não pode ser considerada uma
modalidade de instituição política.
B têm sua origem, no caso brasileiro, no modelo escravista, mas com a conotação privativista, uma vez que toda a atenção
(saúde, cuidados) era oferecida pelos proprietários dos escravos. Nessa linha, ainda nos dias atuais não há legislação que
responsabilize o Estado por sua condução.
C são dispensáveis fora da perspectiva do capital, na medida em que sua função precípua é a manutenção do modelo econômico pautado na lógica salarial e o anúncio de garantias de direitos sociais previsto pelas políticas sociais não se
concretiza na prática.
D se constituem em ações governamentais que se configuram como transversais e setoriais, operacionalizadas por diferentes entes federados que se mantêm exclusivamente com orçamento público. Essa forma de financiamento diferencia o
que é política social de ações filantrópicas exercidas pela sociedade civil.
E atuam na preservação e no controle da classe dominada, assim como garantem a legitimação do Estado e do próprio processo de acumulação capitalista, mas também incidem na institucionalização de direitos, na implementação e na organização e mobilização da classe dominada.