De acordo com Iamamoto (2009), o processo de renovação crítica do Serviço Social
é fruto e expressão de um amplo movimento de lutas pela democratização da sociedade e do Estado
no país, com forte presença das lutas operárias, que impulsionaram a crise da ditadura militar: a
ditadura do grande capital. Sobre o Serviço Social na contemporaneidade, assinale a alternativa
correta.
A A análise do processamento do trabalho do assistente social sempre adquiriu centralidade e é
totalizada nas suas múltiplas determinações. Os restritos investimentos nas implicações da
mercantilização dessa força de trabalho especializada, inscrita na organização coletiva do trabalho
das organizações empregadoras, comprometem a elucidação do significado social desse trabalho
especializado no âmbito do trabalho coletivo na sociedade brasileira contemporânea.
B O Serviço Social não é reconhecido como uma especialização do trabalho, pois não faz parte das
relações sociais que fundamentam a sociedade do capital. Estas não são geradoras da "questão
social" em suas dimensões objetivas e subjetivas, isto é, em seus determinantes estruturais e no
nível da ação dos sujeitos.
C O processo de reprodução das relações sociais não é mera repetição ou reposição do instituído, é
também criação de novas necessidades, de novas forças produtivas sociais do trabalho em cujo
processo aprofundam-se desigualdades e são criadas novas relações sociais entre os homens na
luta pelo poder e pela hegemonia entre as diferentes classes e grupos na sociedade.
D O movimento de reconceituação do Serviço Social na América do Norte teve lugar no período de
1985 a 1995, impulsionado pela intensificação das lutas sociais que se refratavam na Universidade,
nas Ciências Sociais, na Igreja, nos movimentos estudantis, entre outras expressões.
E A atual desregulamentação das políticas públicas e dos direitos sociais direciona a atenção à
pobreza para a iniciativa privada ou individual, impulsionada por motivações solidárias e
benemerentes, submetidas ao arbítrio do indivíduo isolado e ao mercado, em detrimento da
responsabilidade pública do Estado, sem claros chamamentos à sociedade civil.