“A burguesia desempenhou na história um papel altamente revolucionário.
A burguesia, lá onde chegou a dominação, destruiu todas as relações feudais, patriarcais,
idílicas. Rasgou sem misericórdia todos os variegados laços feudais que prendiam o homem
aos seus superiores naturais e não deixou outro laço entre homem e homem que não o do
interesse nu, o do insensível "pagamento a pronto". Afogou o frêmito sagrado da exaltação
pia, do entusiasmo cavalheiresco, da melancolia pequeno-burguesa, na água gelada do cálculo egoísta. Resolveu a dignidade pessoal no valor de troca e no lugar das inúmeras
liberdades bem adquiridas e certificadas, pôs a liberdade única, sem escrúpulos, de
comércio. Numa palavra, no lugar da exploração encoberta com ilusões políticas e religiosas,
pôs a exploração seca, directa, despudorada, aberta.
A burguesia despiu da sua aparência sagrada, todas as actividades até aqui veneráveis e
consideradas com pia reverência. Transformou o médico, o jurista, o padre, o poeta, o homem
de ciência em trabalhadores assalariados, pagos por ela.
A burguesia arrancou a relação familiar, o seu comovente véu sentimental e reduziu-a a uma
pura relação de dinheiro.”
(MARX, K; ENGELS, F. O MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA. IN:
https://www.marxists.org/portugues/marx/1848/ManifestoDoPartidoComunista/cap1.htm -
acessado em 18/11/2024).
Quanto ao Marxismo e à análise do capitalismo, assinale a alternativa incorreta.