“Eu tenho um problema: meu ascendente é em áries. E eu tenho outro problema: é que eu sou a
menina que nasceu sem cor. Pra alguns eu sou ‘preta’, para outras eu sou Preta, para muitos e muitas
eu sou parda. Ainda que eu sempre tenha ouvido por aí que parda é cor de papel [...]. Eu sou a
menina que nasceu sem cor porque eu nasci num país sem memória, com amnésia, que apaga da
história todos os seus símbolos de resistência negra. Porque me chamam por aí de parda, morena,
moreninha, mestiça, mulata, café com leite, marrom bombom... Por muito tempo eu fui a menina que
nasceu sem cor, mas um dia gritaram-me: ‘NEGRA!’ E eu respondi” (Por Midria, MANOS E MINAS. Eu
sou a menina que nasceu sem cor... YouTube, 9 ago. 2018).
O texto acima trata-se de um slam, típica batalha de rimas identificada como um
gênero literário de resistência no Brasil. Com base na obra “Por um Feminismo Afro-latino-americano”
(2020), de Lélia Gonzalez, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O racismo cultural leva tanto algozes quanto vítimas a considerarem natural o fato de a mulher,
em geral, e a negra, em particular, desempenhar papéis sociais desvalorizados.
( ) Enquanto denegação da “ladino-amefricanidade”, o racismo “à brasileira” se volta justamente
contra aqueles que são o testemunho vivo da mesma (os negros), ao mesmo tempo que diz não
fazê-lo (“democracia racial” brasileira).
( ) A categoria de “amefricanidade” trata da construção de uma identidade étnica que não é somente
de caráter territorial, linguístico e ideológico, mas incorpora todo um processo histórico de intensa
dinâmica cultural afrocentrada.
( ) Para Lélia Gonzalez, o carnaval deve ser utilizado como uma importante forma de comercialização
da cultura popular brasileira para o mundo e de valorização da mulher negra.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: