Célia F. Linhares, in Silva Júnior (2004), argumenta que
educação escolar de qualidade faz parte da “democracia
como um projeto de direitos universais, que precisava”
da “difusão de ensinamentos cívicos, morais e racionais,
considerados indispensáveis para a participação cidadã”,
projeto esse que “vem sofrendo processos de encolhimento”. A autora analisa que “a perversão do conformismo social com a negação escolar é tão mais grave
porque vai conformando uma opção de escola que, desde o início, vem marcando a sociedade brasileira: uma
escola dual que agora toma a forma de escola apartada
(Buarque, 1994), fraturada e distanciada em suas partes,
por abismos que não param de se aprofundar”. E indaga:
“Como produzimos uma escola tão excludente que, à
medida que cresce fisicamente, desintegra-se internamente? Como mantemos uma instituição escolar que
exclui do exercício de fazer-se sujeito do conhecimento
mesmo aqueles que inclui dentre seus pertencentes: professores e alunos? E avalia que essa nossa tragédia é
“tão mais funda que se recusa a ser aliviada com ungüentos tecnicistas. Tragédia da qual não podemos nos livrar
sem contarmos com