Seria conforto para os senhores de engenho e para os portugueses esgotados de dívidas conceder-lhes a Companhia alguma folga de
tempo para refazerem o patrimônio arruinado pelas guerras e outras calamidades imprevistas. Se isto não for possível, aconselharia
eu cobrarem-se as dívidas com maior brandura, mediante a venda dos açúcares, joias e outros bens móveis, mas não dos escravos e
dos utensílios necessários ao fabrico do açúcar, nem dos bois, sem os quais não podem trabalhar os engenhos.
(NASSAU, Maurício de. Apud BARLÉU, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São
Paulo: Edusp, 1974. p. 337-338.)
O texto anteriormente citado faz parte de um relatório sobre o Brasil, no qual Maurício de Nassau aconselha seus sucessores
sobre como administrar o Brasil holandês. Nesse contexto: