O controle de hemorragias em pediatria em emergências
exige intervenção precoce para prevenir choque
hipovolêmico e morte, sendo um desafio crítico para o
enfermeiro intensivista devido às particularidades
infantis. Em relação aos princípios no atendimento de
hemorragias pediátricas em terapia intensiva, marque a
alternativa correta.
A A abordagem inicial em um quadro de hemorragia
grave deve priorizar a monitorização invasiva do
paciente e a coleta de exames laboratoriais, com
estabilização clínica sendo iniciada apenas após a
confirmação diagnóstica do tipo e extensão da
hemorragia.
B O acesso venoso periférico em crianças com
hemorragia deve ser tentado em até duas tentativas.
Se não for bem-sucedido, deve-se considerar o uso
de acesso intraósseo, especialmente em casos de
instabilidade hemodinâmica, para administração
rápida de fluidos e medicamentos.
C A transfusão de hemoderivados em crianças com
hemorragia grave deve seguir a proporção 1:1:1
(hemácias, plasma e plaquetas) para prevenir
coagulopatia, sendo indicada em casos de
hemorragia maciça.
D O volume sanguíneo total em crianças é
significativamente maior do que em adultos, sendo
que a perda de 20% do volume total em crianças
geralmente não provoca choque hipovolêmico grave,
o que permite abordagens menos agressivas
inicialmente.
E Em crianças com sangramento ativo e instabilidade
hemodinâmica, a reposição volêmica com solução
salina hipertônica (3%) deve ser a primeira escolha
para estabilização inicial, em virtude de seu efeito
expansor intravascular imediato, sendo indicada
preferencialmente a outros cristaloides.