"As batidas na porta ecoaram como um prenúncio de
samba. O coração de Ana Davenga naquela quase
meia-noite, tão aflito, apaziguou um pouco. Tudo era paz
então, uma relativa paz. Deu um salto da cama e abriu a
porta. Todos entraram, menos o seu. Os homens
cercaram Ana Davenga. As mulheres ouvindo o
movimento vindo do barraco de Ana foram também. De
repente, naquele minúsculo espaço coube o mundo. Ana
Davenga reconhecera a batida. Ela não havia confundido
a senha. O toque prenúncio de samba ou de macumba
estava a dizer que tudo estava bem. Tudo paz, na
medida do possível. Um toque diferente, de batidas
apressadas, dizia de algo mau, ruim, danoso no ar. O
toque que ela ouvira antes não prenunciava desgraça
alguma. Se era assim, onde andava o seu, já que os das
outras estavam ali? Por onde andava o seu homem? Por
que Davenga não estava ali?"
No trecho do conto "Ana Davenga", de Conceição
Evaristo, é possível afirmar que:
(__)As batidas na porta representavam um código que
podia indicar, a depender do ritmo e quantidade de
batidas, algo bom ou ruim, servindo de mensagem para
Ana Davenga.
(__)Em "Todos entraram, menos o seu", temos um
problema de referenciação, não sendo possível
identificar a quem se refere o pronome "seu".
(__)Em "As batidas na porta ecoaram como um
prenúncio de samba", temos uma comparação entre o
ritmo das batidas e as batidas de uma roda de samba.
Marcando V, para verdadeiras, e F, para falsas, assinale
a alternativa que apresenta a sequência correta: