Muito tem se falado do multiculturalismo e da
diferença. Para entrar no debate, Tomaz Tadeu
da Silva, escreve sobre a produção social da
identidade e da diferença, numa interface da
sociologia com a psicologia social. A esse
respeito, analise as afirmativas abaixo:
I. Não se pode afirmar que identidade e diferença
estejam em relação de estreita dependência.
As afirmações trazidas pela identidade não
necessita da diferença para existir, pois a
identidade é um conceito, uma referência que
se esgota em si mesma.
II. Para o autor, a identidade é simplesmente
aquilo que se é: ‘sou brasileiro’, ‘sou negro’,
‘sou heterossexual’, ‘sou jovem’, ‘sou homem’.
A identidade assim entendida parece ser uma
positividade (‘aquilo que sou’), uma
característica independente, um ‘fato’
autônomo. Nessa perspectiva a identidade só
tem como referência a si própria: ela é
autocontida e auto-suficiente.
III. Para o autor, a diferença é concebida como
uma entidade independente. Ao contrário da
identidade, a diferença é aquilo que o outro é:
‘ela é italiana’, ‘ela é branca’, ‘ela é
homossexual’, ‘ela é velha’, ‘ela é mulher’.
Nessa perspectiva, a diferença é também
auto-referenciada, como algo que remete a si
própria.
IV. Em geral, a diferença é considerado um
produto derivado da identidade. Nessa
perspectiva, a identidade é referência, é o
ponto original relativamente ao qual se define a
diferença. Isto reflete a tendência de tomar
aquilo que somos como sendo a norma pela
qual descrevemos ou avaliamos aquilo que não
somos.
Estão corretas as afirmativas: