Café era sinônimo de São Paulo, e os políticos paulistas
visavam avidamente beneficiar a economia exportadora
de seu estado. Suas lideranças mostravam interesse em
cooperar com os representantes de outros estados e do
governo federal quando detectavam interesses comuns;
por sua vez, entre as elites estaduais, os paulistas defendiam políticas intervencionistas com habilidade inusitada, enquanto o governo federal se mostrava reticente
em fazê-lo. A mais famosa instância de cooperação com
os outros estados, cooperação com o governo federal e
demonstração de autoconfiança foi o episódio da valorização do café em todos os diversos estágios de seu
desenvolvimento.
[Joseph L. Love, A república brasileira: federalismo e regionalismo (1889-1937). Em Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação]
A Política de Valorização do Café, pensada no Convênio
de Taubaté (1906),