François Furet orienta pedagogicamente a “história-problema” como percurso para que os alunos sejam
investidos de um novo estatuto epistemológico – aquele de sujeitos ativos de seus processos de aprendizagem,
diferentemente dos percursos tradicionais. Na perspectiva da “história-problema”, é correto afirmar:
A Na perspectiva da “história-problema”, o historiador abraça a pretensão de narrar tudo aquilo que se passou de
importante na história da humanidade para que os alunos possam ter fundamentos históricos para problematizar os
fatos, sejam do passado ou do presente.
B A problematização no processo dinâmico da sala de aula enfrenta obstáculos no processo de constituição da
cidadania, pois essa deve partir de um traço central sugerido pelos governantes para não despencar para a
concepção anárquica.
C Para que a concepção de “história-problema” seja colocada em prática, é necessário que a dinâmica de sala de
aula também seja centrada na figura do professor, que se encarrega por sua vez, de expor os conteúdos que, em
seguida, devem ser memorizados pelos alunos.
D A evolução recente da historiografia mostra que passamos de uma narração cronológica para uma “históriaproblema”
que visa o exame analítico de um problema, delimitando um período e a parte do conjunto de
acontecimentos em que está inserido, para o qual buscamos respostas, nunca definitivas.
E A preocupação da “história-problema” está em se comprometer com o desenvolvimento da noção da
temporalidade histórica, para que a História não perca o seu verdadeiro objeto que é o estudo do tempo.