Leia o texto a seguir.
Estudos, no entanto, verificaram que, além do foco de atenção
externo não produzir melhores efeitos na aprendizagem de
novas habilidades motoras de crianças com Transtorno do
Espectro Autista, o foco de atenção interno tende a ser mais
adequado para essa população. Uma possível explicação
reside no fato de que indivíduos com TEA confiam menos no
feedback visual que indivíduos com desenvolvimento típico na
aprendizagem de uma sequência motor e constroem uma
associação mais forte que o esperado entre o comando motor
voluntário e o feedback proprioceptivo. Depositando, dessa
forma, uma maior confiança na propriocepção em comparação
ao controle visual para o desempenho de habilidades motoras.
Ou seja, ao ensinar, a habilidade de chutar a bola ao gol aos
seus alunos nas aulas de educação física ou nas escolinhas de
futebol, o professor poderia utilizar a instrução geral de foco
externo (“prestar atenção na posição da bola”) para os alunos
com desenvolvimento típico e utilizar a instrução específica de
foco interno (“prestar atenção na posição do pé”) para os alunos
com TEA.
Justapor, portanto, conceitos de aprendizagem motora às
características cognitivas, sensório-motoras, sociais e
comportamentais peculiares do TEA capacita os professores de
educação física a elaborar soluções para os principais desafios,
aumentando sua autoeficácia e consequente atitude em relação
à inclusão desses indivíduos nas atividades físicas e esportivas.
SCHLIEMANN, A.; ALVES, M. L. T; DUARTE, E. Educação Física
Inclusiva e Autismo: perspectivas de pais, alunos, professores e seus
desafios. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo,
2020 Jul;34 nesp:77-86, p.83.
De acordo com o texto, o objetivo do trabalho pedagógico
com crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro
Autista deve centrar-se em