Leia o seguinte trecho do poema de abertura
de Alguma poesia, a primeira obra publicada por
Carlos Drummond de Andrade.
Poema de sete faces
[...] As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu
coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada. [...]
Na segunda geração modernista, esse poema
representou a seguinte fase: