INSTRUÇÃO: Leia o caso clínico a seguir para responder a esta questão.
Caso clínico – RAPS hipotético.
Paciente: F. A. S., 34 anos, sexo masculino.
Queixa principal: “Estou tendo crises de ansiedade e não consigo dormir direito.”
Histórico clínico: F. A. S. procurou atendimento no CAPS, após encaminhamento da Unidade Básica de Saúde (UBS). O
paciente relatou episódios frequentes de ansiedade intensa, insônia e pensamentos negativos recorrentes. Segundo sua
família, nos últimos meses, ele apresentou irritabilidade, isolamento social e comportamento agressivo.
O histórico de F. A. S. inclui o uso abusivo de álcool desde a adolescência, além de episódios depressivos anteriores. Ele
também tem dificuldades em manter empregos e relata conflitos familiares constantes.
Durante a avaliação no CAPS, foi identificado que o paciente apresentava critérios para Transtorno de Ansiedade
Generalizada (TAG), associado ao uso prejudicial de substâncias psicoativas. A equipe multidisciplinar elaborou um plano
terapêutico singular (PTS), incluindo atendimento psiquiátrico, acompanhamento psicológico em grupo e individual, além
de articulação com os serviços de assistência social para suporte familiar e reinserção social.
Após três meses de acompanhamento, F. A. S. mostrou melhora na regulação emocional e redução do consumo de álcool,
com adesão parcial ao tratamento medicamentoso e psicoterápico. A equipe do CAPS decidiu pela alta e por encaminhar
o paciente aos cuidados da atenção primária, para o acompanhamento contínuo, reforçando a importância da rede de
suporte e dos atendimentos regulares.
Avalie as afirmativas a seguir a respeito do caso clínico relatado.
I- O CAPS tem a função exclusiva de fornecer medicação para transtornos mentais, sem oferecer suporte terapêutico
ou social, pois o atendimento psicológico e social deve ser feito pela UBS e Centro de Referência de Assistência
Social (CRAS), respectivamente.
II- A equipe do CAPS apresenta conduta incorreta quando encaminha o paciente para a atenção primária, pois toda
pessoa com diagnóstico de sofrimento mental deve ter acompanhamento contínuo no CAPS.
III- O PTS é uma ferramenta exclusiva para pacientes internados em hospitais psiquiátricos e o CAPS, por sua vez,
deve apenas elaborar o plano de permanência com foco na remissão total de sintomas pelo uso da medicação.
IV- O atendimento na RAPS é baseado na lógica da atenção integral, priorizando ações comunitárias e a
desinstitucionalização do cuidado em saúde mental.
Está CORRETO o que se afirma apenas em