A violência da pobreza faz parte da experiência cotidiana do Assistente Social. Nesse contexto, se depara com os impactos destrutivos das transformações em curso do capitalismo contemporâneo, que vão deixando marcas sobre a população
empobrecida, como o aviltamento do trabalho, o desemprego, os empregados de modo precário e intermitente, o desconforto da
moradia precária. Ao se pautar na perspectiva crítica, sua intervenção profissional
A primará pela viabilização da oferta de inúmeras atividades culturais, esportivas e recreativas desconectadas e desarticuladas, pois o objetivo é a necessidade de atividades que simplesmente ocupem as pessoas e não as deixem com o tempo
ocioso para a prática de atos violentos.
B partirá da compreensão de que está inserido em um terreno de disputa em que há necessidade de se estabelecer rupturas
em seu cotidiano profissional e que estas não ocorrem sem resistência, sem enfrentamentos e, para tanto, constituem-se
como desafio cotidiano a construção e a reinvenção de mediações capazes de articular a vida social das classes subalternas com o mundo público dos direitos e da cidadania.
C privilegiará o acesso à renda, pois esta é sinônimo de autonomia e automaticamente institui uma condição de igualdade
dos indivíduos diante do mercado.
D valorizará o desenvolvimento de atividades que promovam e estimulem a cultura da dádiva familiar e comunitária para que
as atitudes violentas sejam gradativamente substituídas pela solidariedade e cultura da paz.
E terá como prioridade atuar sobre as situações de “anormalidade” que afetam as famílias e indivíduos em situação de pobreza, como as crianças e adolescentes abandonados, autores de ato infracional, doentes físicos e mentais, interferindo
para a correção de tais situações.