Se na frase retirada do texto “a nossa configuração interna não é e...
🏢 FUNDATEC🎯 Prefeitura de Porto Xavier - RS📚 Língua Portuguesa
#Análise Textual#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal
Esta questão foi aplicada no ano de 2018 pela banca FUNDATEC no concurso para Prefeitura de Porto Xavier - RS. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Análise Textual, Sintaxe, Concordância Verbal e Nominal.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Todo mundo tem pelo menos um esqueleto escondido no armário
Quando o suposto “defeito” fica na parte de fora da gente, aprendemos a disfarçá-lo;
com cortes de cabelo, maquiagem, roupas que nos favoreçam, filtros fotográficos e o que mais
estiver ao nosso alcance para que possamos exibir ao mundo uma imagem mais aceita e
“curtível”. Já quando a incongruência vem de dentro, do nosso caráter ou do nosso DNA
afetivo, aí a coisa fica um pouquinho mais complicada. Para nossas distorções internas não ___
filtro, roupa de grife ou tratamento estético que dê jeito. O mais estranho é que, talvez, seja
exatamente essa maior dificuldade encontrada o que nos torna tão especialistas em camuflar
nossas partes internas mais densas, pesadas, estranhas e rejeitadas. Por exemplo, já reparou
como todo mundo se sente vítima da inveja, mas ninguém assume ser invejoso? Essa conta
simplesmente não fecha; sobra “x”, sobra incógnitas, sobra dividendos e zeros depois da
vírgula. E a explicação para essa transgressão matemática é muito simples: a nossa
configuração interna não é exata, não flutua segundo a orientação dos maravilhosos (e
assustadores) algoritmos, não há fórmula racional possível para equalizar nossas demandas
emocionais, nossas batalhas diárias contra nosso mais terrível inimigo: a falta de
autoconhecimento.
Somos completos estranhos para nós mesmos. Essa personagem que acorda conosco
dentro de nós apenas imagina quem seja essa outra personagem que a gente vê no espelho, e
vice-versa. Somos pelo menos dois tentando fazer dar certo um casamento indissolúvel. O fato
é que passamos a vida julgando os outros, querendo os outros, desejando os outros, rejeitando
os outros, perseguindo os outros e descartando os outros, para tentar escapar do nosso
intransferível destino: somos completamente incapazes de sentir por nós mesmos todas essas
complexas paixões de aproximação e desapego. Então, para não termos de encarar de frente
esse desafio enorme que é desencavarmos esse fóssil humano de nós mesmos, soterrado sob
inúmeras camadas de poeira, pedra e lágrimas, seguimos fingindo que está tudo bem.
Arranjamos jeitos de doer menos, nos cercamos de crenças – religiosas ou não – para nos
acalmar a angústia diante da nossa indisfarçável imperfeição. Seguimos recitando pequenas
ladainhas, invocando algum deus ou sábio, a fim de explicar ou abençoar nossas pretensões à
uma suposta santidade ou – ainda mais ambiciosos – a fim de alcançar uma coisa chamada
“paz interior”.
É, companheiro, só a gente mesmo para entender o quão complexo, custoso e
desafiador é carregar-nos todo santo dia para cima e para baixo. E haja academia, terapia,
creme hidratante, plástica capilar, fruta orgânica e receitas sem carboidrato para caber em tão
descabida expectativa. Quem sabe não esteja na hora de visitarmos aquele porão esquecido,
frio e escurinho. Abrir aquele armário secreto, trancado a sete chaves e dar uma boa olhada
naquele esqueletinho que padece ali, abandonado e sem afeto. Imagine cada um de nós
andando por aí com seu podre revelado… Talvez, de início se instalasse o caos. Sim, _______
desacostumamos demais da verdade. Porque, no começo, insistiríamos em afirmar que o
esqueleto do outro é muito mais temível do que o nosso. Entretanto, passado um tempo…
acabaríamos compreendendo que não há uma variedade assim tão grande de defeitos. Nossos
horrores internos são, na verdade, muito mais parecidos do que a nossa vitrine inventada e
mantida com tanto custo. Reveladas nossas entranhas esquisitas, acabaríamos tirando um peso
enorme do peito e das costas e descobriríamos que nossas faltas, assim como nossos excessos,
são apenas casquinhas de feridas que ainda não aprendemos a curar.
Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/todo-mundo-tem-pelo-menos-um-esqueleto-escondido-no-armario/. Acesso em 9 set. 2018.
Se na frase retirada do texto “a nossa configuração interna não é exata, não flutua segundo a orientação dos maravilhosos (e assustadores) algoritmos, não há fórmula racional possível para equalizar nossas demandas emocionais, nossas batalhas diárias contra nosso mais terrível inimigo: a falta de autoconhecimento”, a palavra “configuração” fosse flexionada no plural, quantas outras palavras deveriam ser modificadas para garantir a correta concordância verbo-nominal?