Leia o texto abaixo.
Nas organizações educativas, a liderança tem vindo a
assumir um papel de crescente relevo e a ser apontada como
uma das chaves para a mudança dos sistemas educativos e
das organizações escolares no sentido de as tornar mais
eficazes e de aumentar os seus níveis de qualidade .
TRIGO, João Ribeiro et COSTA, Jorge Adelino, p. 562, 2008.
Quanto ao potencial da Direção por Valores, no que
concerne à aplicação para a organização escolar, é
correto afirmar que
A a grande missão da escola deve ser,
inquestionavelmente, educar para uma cidadania
com valores, de reconhecimento e de respeito
pela dignidade de todos os seres humanos. Têm
aqui necessariamente lugar a solidariedade e a
educação para a justiça, desenvolvendo o sentido
de responsabilidade pela transformação das
estruturas de injustiça no nosso mundo.
B só organizações educativas, cujo ambiente
permita a libertação da energia criativa das suas
pessoas, desenvolvendo os seus valores e o seu
valor, terão condições para ajudar a libertar todo o
potencial nos seus alunos. Dessa forma, infere-se
que esse modelo não apresenta limitações, como
os outros modelos ou propostas, contudo,
podendo sempre melhorar continuamente.
C a escola, como espaço de relações fugazes entre
pessoas, onde se exercem diversas lideranças,
aos mais diferentes níveis, a contar a sala de aula,
poderia se beneficiar de um diálogo aberto,
democrático, razoável e racional, fundado em
valores já impostos e no reconhecimento do
individual de cada pessoa.
D a questão do desenvolvimento de uma cultura
organizacional assenta na visão, missão e valores
partilhados, essencial para algo que, para muitos,
é já considerado uma realidade dominante com a
construção de verdadeiras comunidades
educativas, cimentadas por laços de respeito,
consideração, mesmo de afetividade e,
necessariamente, pela construção partilhada de
objetivos comuns.
E a adequação dos valores para ordenar, de forma
livre, criativa e flexível o caos (a permanente
instabilidade e mudança), é essencial para a
escola e para os seus agentes educativos, uma
vez que jovens mais dificilmente se integram e se
deixam influenciar pelas mudanças, incertezas e
perplexidades do mundo que os rodeia.