Há uma conexão entre família, proteção social e política social. Outra variável, que é o trabalho, no
contexto capitalista, precisa ser considerada para uma leitura crítica e mais efetiva, principalmente,
quando a intervenção pretendida ocorrer no cotidiano das famílias e na vida de seus membros,
podendo, muitas vezes, influenciar e até tensionar as relações entre eles. Nesse contexto, é correto
afirmar que
A não há possibilidade de relacionar ou estabelecer vínculos entre as políticas de seguridade social
(saúde, assistência e previdência), trabalho familiar, políticas de conciliação entre trabalho e
responsabilidades familiares e a condição da mulher na família e na sociedade, principalmente, em
condições de pobreza, quando o objetivo é formular e implementar políticas públicas, voltadas para
a família.
B as denominadas políticas de conciliação entre família e trabalho, que visam implementar ações e
políticas que minorem a tensão entre as demandas do trabalho e as responsabilidades familiares
enfrentadas, principalmente, pelas mulheres, se constituem em necessidade crescente, ao ser
considerada a inclusão da mulher no mercado de trabalho.
C a inserção dos membros da família em postos de trabalho, principalmente os homens, deve se
constituir como principal estratégia de valorização, aumento da renda, emancipação e autonomia
dos membros de um mesmo grupo familiar, já que se pode contar com a mulher como aquela que,
natural e culturalmente, poderá ficar em casa cuidando das crianças, dos idosos e demais afazeres
domésticos, garantidores da manutenção da força de trabalho masculina, provedora de recursos e
necessidades do lar.
D o assistente social deve se deter ao atendimento da família de modo a satisfazer suas necessidades
imediatas, não se fazendo necessário entender de que modo, caso tais ocorrências existam, a falta
de empregabilidade dos jovens da família, a idade avançada dos idosos de um dado núcleo familiar
e a flexibilização das relações de trabalho poderão impactar no cotidiano familiar e nas relações
estabelecidas entre seus membros.
E o Estado, quanto mais se retrai no atendimento às necessidades da população e garantia de direitos,
cria, paradoxalmente, maiores possibilidades de proteção à população e suas famílias ao favorecer
novas relações entre os beneficiários dos programas ou serviços sociais e o que estes oferecem, a
exemplo do Bolsa Família e do Melhor em Casa, reduzindo assim as ocorrências em que surgem o
desamparo social, a exclusão e falta de renda, decorrente do alto índice de desemprego.