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Acerca do emprego dos recursos de pontuação do Texto 1, que também ...

📅 2017🏢 COVEST-COPSET🎯 UFPE📚 Língua Portuguesa
#Emprego do Ponto e Vírgula#Emprego dos Dois-Pontos#Emprego do Travessão#Pontuação#Emprego da Vírgula#Emprego do Ponto, Exclamação e Interrogação

Esta questão foi aplicada no ano de 2017 pela banca COVEST-COPSET no concurso para UFPE. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Emprego do Ponto e Vírgula, Emprego dos Dois-Pontos, Emprego do Travessão, Pontuação, Emprego da Vírgula, Emprego do Ponto, Exclamação e Interrogação.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941200294721
Ano: 2017Banca: COVEST-COPSETOrganização: UFPEDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Emprego do Ponto e Vírgula | Emprego dos Dois-Pontos | Emprego do Travessão | Pontuação | Emprego da Vírgula | Emprego do Ponto, Exclamação e Interrogação
Texto associado

Texto 1 


A família dos porquês

 A lógica costuma definir três modalidades distintas no uso do termo “porque”: o “porque” causa (“a jarra espatifou-se porque caiu ao chão”); o explicativo (“recusei o doce porque desejo emagrecer”); e o indicador de argumento (“volte logo, você sabe por quê”). O pensamento científico revelou-se uma arma inigualável quando se trata de identificar, expor e demolir os falsos porquês que povoam a imaginação humana desde os tempos imemoriais: as causas imaginárias dos acontecimentos, as pseudoexplicações de toda sorte e os argumentos falaciosos. 

Mas o preço de tudo isso foi uma progressiva clausura ou estreitamento do âmbito do que é ilegítimo indagar. Imagine, por exemplo, o seguinte diálogo. Alguém sob o impacto da morte de uma pessoa especialmente querida está inconformado com a perda e exclama: “Eu não consigo entender, isso não podia ter acontecido, por que não eu? Por que uma criatura tão jovem e cheia de vida morre assim?!”. Um médico solícito entreouve o desabafo no corredor do hospital e responde: “Sinto muito pela perda, mas eu examinei o caso da sua filha e posso dizer-lhe o que houve: ela padecia, ao que tudo indica, de uma má-formação vascular, e foi vítima da ruptura da artéria carótida interna que irriga o lobo temporal direito; ficamos surpresos que ela tenha sobrevivido tantos anos sem que a moléstia se manifestasse”.

A explicação do médico, admita-se, é irretocável; mas seria essa a resposta ao “por quê” do pai inconsolável? Os porquês da ciência são por natureza rasos: mapas, registros e explicações cada vez mais precisas e minuciosas da superfície causal do que acontece. Eles excluem de antemão como ilegítimos os porquês que mais importam. O “porquê” da ciência médica nem sequer arranha o “por quê” do pai. Perguntar “por que os homens estão aqui na face da Terra”, afirma o biólogo francês Jacques Monod, é como perguntar “por que fulano e não beltrano ganhou na loteria”.

No macrocosmo não menos que no microcosmo da vida, as mãos de ferro da necessidade brincam com o copo de dados do acaso por toda a eternidade. Mas, se tudo começa e termina em bioquímica, então por que – e para que – tanto sofrimento?  


In: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo:

Companhia das Letras, 2016. p. 25-26. Adaptado. 

Acerca do emprego dos recursos de pontuação do Texto 1, que também concorrem para a construção dos sentidos do texto, assinale a alternativa correta.  


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