Leia o texto a seguir.
Não desconsiderando a importância de debates e as prováveis
valorosas intenções de pessoas envolvidas na ECO-92, sua
realização constituiu um evento no qual o governo brasileiro
buscou vender uma imagem renovada e atrelada a ideais de
preservação e sustentabilidade que não correspondiam à
realidade brasileira. A imprensa reverberou o discurso em favor
do meio ambiente e de novas formas de consumo e uso dos
recursos naturais, ancorados em pressupostos de
racionalidades eurocêntricas.
REGIANI, Álvaro Ribeiro; MEDEIROS, Kenia Gusmão. “Juruna quer vender
uma pele de onça”: discursos sobre a sustentabilidade e a representação do
indígena como naturalmente ecologista na Rio-92. Acervo, Rio de Janeiro, v.
34, n. 2, maio/ago. 2021, p. 22.
No contexto mencionado, um dos elementos eficientes na
propaganda da sustentabilidade no Brasil foi a valorização
da imagem dos indígenas como “naturalmente ecologistas”,
cujas vidas estariam destinadas à preservação dos recursos
naturais, alinhando-se ao projeto de