O objeto de trabalho do Assistente Social é a questão social e suas diversas expressões. O que lhe
cabe, como profissional, inserido na divisão social do trabalho, é formular, executar, acompanhar e
avaliar as políticas sociais, públicas, empresariais, bem como promover ações em conjunto com a
sociedade civil e movimentos sociais, tendo por base o enfrentamento dos desafios apresentados e
que são próprios da realidade social em que atua. Com base nessa afirmativa, é facultado ao Assistente
Social
A dar credibilidade e tornar efetivo o projeto ético-político profissional, respondendo criticamente e
com conhecimento de realidade às distintas demandas sociais que lhe aparecem, salvaguardando,
quando possível e julgar como necessário, não aumentando as suas responsabilidades no campo
do trabalho, valores que tenham como pilar a liberdade que permite à população escolher quais as
melhores alternativas para solucionar as dificuldades que enfrenta, bem como ensejar autonomia,
emancipação e redução das desigualdades sociais.
B contribuir com a população usuária dos serviços sociais, ao promover ações que resultem em
transformação de sua realidade, em meio a uma práxis de cunho educativo, possibilitando aos
sujeitos, dentro de alguns limites que não venham a comprometer o seu posto de trabalho ou gerem
desconfiança pelo empregador quanto à garantia de seus interesses, que sejam vistos como seres
históricos, livres, capazes de agir, pensar e transformar o meio que os cerca e determina suas vidas.
C consultar a comunidade, população e/ou trabalhadores, exclusivamente, na fase inicial da
elaboração de propostas para intervenção, com o intuito de aproximar-se da realidade em que atua
para conformação de planos, programas e projetos, sendo o suficiente para garantir o sucesso de
sua ação, evitando desse modo o uso de recursos adicionais, e desnecessários, com avaliação e
possíveis correções de rota.
D adotar, no cotidiano de sua atuação profissional, a postura e compromisso assumidos pelo
Movimento de Reconceituação, ocorrido na década de 60, que defendia a manutenção da
perspectiva de leitura de mundo e atuação progressista então existente na atuação dos assistentes
sociais, combatendo a injusta e descabida crítica à categoria, de alienação ideológica e falta de
identidade profissional do Serviço Social.
E compreender que a sua atuação será tanto ou mais qualificada ao considerar uma concepção mais
crítica acerca de sua inserção no mundo do trabalho, cuja base é oriunda do referencial marxista
que, nos anos 80 e 90, direcionou o pensamento, reflexões e ações dos profissionais de Serviço
Social.