Em relação ao diagnóstico e tratamento da
polipose nasal em paciente adulto com
rinossinusite crônica eosinofílica, considerando
os critérios EPOS 2020 (European Position Paper
on Rhinosinusitis and Nasal Polyps), assinale a
alternativa que apresenta corretamente a
abordagem baseada em evidências:
A Pólipos bilaterais grau III, anosmia, escore
SNOT-22 > 50 e falha ao tratamento clínico
inicial indicam budesonida nasal em alta dose por
3 meses, seguida de cirurgia endoscópica se
ausência de resposta.
B Endoscopia mostrando pólipos grau I, sinais
de rinossinusite fúngica alérgica e asma leve
devem ser tratados com itraconazol oral e
corticoide tópico nasal por 6 semanas, seguido de
reavaliação endoscópica.
C Tomografia computadorizada evidenciando
opacificação total dos seios paranasais, pólipos
bilaterais grau II, eosinofilia sérica > 500/µL
indica terapia com anti-IL5 como primeira linha,
independente do uso prévio de corticoterapia.
D Pólipos bilaterais grau III na endoscopia,
escore Lund-Mackay > 16, asma moderada e
intolerância à aspirina requerem cirurgia
endoscópica funcional imediata, sem
necessidade de corticoterapia prévia.
E Evidência tomográfica de polipose extensa,
IgE total > 1000 UI/mL e eosinofilia tecidual >
10 eosinófilos/campo indicam terapia com
omalizumabe como tratamento inicial, antes da
abordagem cirúrgica.