Para Celso dos S. Vasconcellos, em Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto políticopedagógico (São Paulo: Libertad, 2002):
“O planejamento, enquanto construção-transformação de representações, é uma mediação teóricometodológica para a ação, que, em função de tal mediação, passa a ser consciente e intencional. Tem por
finalidade procurar fazer algo vir à tona, fazer acontecer, concretizar, e para isto é necessário “amarrar”,
“condicionar”, estabelecer as condições – objetivas e subjetivas – prevendo o desenvolvimento da ação no
tempo (o que vem primeiro, o que vem em seguida), no espaço (onde vai ser feita), as condições materiais
(que recursos, materiais, equipamentos serão necessários) e políticas (relações de poder, negociações,
estruturas), bem como a disposição interior (desejo, mobilização), para que aconteça. É fazer história: uma
tentativa de fazer elo consciente entre passado, presente e futuro. Independentemente de o sujeito planejar
ou não, há um “fluxo” do tempo, dos acontecimentos. Planejar é tentar intervir neste fluxo, no devir.”
Acerca da organização do trabalho pedagógico, é correto afirmar: