Onde estavam os tupinambás, os aimarás, os quicongos, os
iorubás, os xavantes, os quichuas, o povo de mina, na chamada
Idade Antiga ou Idade Média? Teremos de fazer como certa vez
me ensinou um jongueiro: ”meu filho, havemos de cismar com as
coisas do mundo “. O desafio nos demanda outros movimentos,
mirando uma virada linguística/epistemológica que seja
implicada na luta por justiça cognitiva e pela pluriversalização do
mundo. Devemos credibilizar gramáticas produzidas por outras
presenças e enunciadas por outros movimentos para, então,
praticarmos o que, inspirado em Exu e nas encruzilhadas, eu
chamo de cruzo.
(RUFINO, Luiz. Pedagogia das encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula, 2019. p. 14-15)
A proposta pedagógica do autor implica em romper com visões
históricas fundadas na