Estivemos, na verdade, ao longo da última década,
participando de um processo fundamental de ruptura de
um dos principais – talvez o mais importante – pilares
de sustentação do racismo no Brasil: o silêncio. Muito
da história da luta contra o racismo no Brasil, desde o
início do século passado, tem a ver com esse esforço de
romper o silêncio envergonhado, visto por alguns como
um aspecto positivo – a vergonha de ser racista – em
uma sociedade que produziu um fenômeno dos mais
peculiares na história da humanidade, o do “racismo
sem racistas”. (Átila Roque, 2009. In: Marilene de Paula
e Rosana Heringer, 2009. Adaptado)
Para Átila Roque, o silêncio, mencionado no excerto, tem
como consequência