OS PERFUMES DA TERRA
Já falei do perfume do jasmim? Já falei do cheiro do mar. A
terra é perfumada. E eu me perfumo para intensificar o
que sou. Por isso não posso usar perfumes que me
contrariem. Perfumar-se é uma sabedoria instintiva. E
como toda arte, exige algum conhecimento de si própria.
Uso um perfume cujo nome não digo: é meu, sou eu. Duas
amigas já me perguntaram o nome, eu disse, elas
compraram. E deram-me de volta: simplesmente não eram
elas. Não digo o nome também por segredo. É bom
perfumar-se em segredo.
LISPECTOR, Clarice. Os perfumes da Terra. Portal da Crônica Brasileira.
Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12635/osperfumes-da-terra>. Acesso em: 21 de abril 2024.
Considerando o trecho “E eu me perfumo para intensificar
o que sou”, assinale a alternativa que melhor preserva o
sentido original do trecho: