Os ambulatórios públicos brasileiros diferem em dois
aspectos fundamentais da conjectura prevista por Freud
em Linhas de Progresso na Terapia Psicanalítica (1919).
Eles são constituídos por equipes interdisciplinares (não
somente por analistas), e marcados pelo discurso médico,
tendem a preferir psicoterapias que apostam na capacidade do sujeito em se instrumentalizar com os conselhos
do terapeuta para vencer suas dificuldades e angústias de
modo a responder de maneira adequada ao tratamento de
sua patologia.
Observe as afirmativas a seguir, em relação psicanálise e
aos psicanalistas nos ambulatórios públicos.
I. A psicanálise não está no ambulatório para negar os
avançados tratamentos das mais diversas patologias,
mas para escutar os sujeitos que portam tais patologias.
II. O psicanalista faz de sua diferença uma especificidade
e não uma especialidade.
III. Trabalha-se sobre o que resta das demandas, das
outras modalidades de tratamento, do que ficou sem
resposta. Esta é a diferença que diz respeito ao psicanalista.
As afirmativas I, II e III são respectivamente: