Sullivan apresentou suas teorias desenvolvimentais,
postulando três modos cognitivos desenvolvimentais de
experiência; cujo grau de persistência na fase adulta é importante para entender a psicopatologia:
I- O primeiro deles é o modo prototáxico, característico
da primeira infância e da infância, envolve uma série de
estados breves desconectados experimentados como totalidades sem qualquer relacionamento temporal. Na
vida posterior, experiências místicas e fusão esquizofrênica representam experiências prototáxicas persistentes;
II- O segundo modo é o da experiência paratáxica que
começa cedo na infância à medida que o auto sistema
inicia seu funcionamento independente. Ela também envolve uma série de experiências momentâneas; no entanto, elas são registradas em sequência com conexão
aparente uma a outra. Elas podem receber sentidos simbólicos, porém regras de lógica estão ausentes e a coincidência desempenha um papel importante em como o
mundo é percebido. O auto sistema utiliza experiência
paratáxica para buscar comportamentos redutores de
ansiedade eficazes e repeti-los, buscando igualdade e
previsibilidade. Com isso, ele usou o modo para explicar
transferência, lapsos de língua e ideação paranoide;
III- O terceiro modo é denominado de sintático de experimentar que se baseia no desenvolvimento da linguagem
e na validação consensual. Validação consensual é a
aceitação das percepções partilhadas dos outros como
uma base para definir a realidade objetiva. O mundo e o
self são percebidos dentro de regras de lógica, sequenciamento temporal, validade externa e consistência interna. Pensar sobre si mesmo e sobre os outros se torna
testável e modificável com base na análise rigorosa de
experiências em uma variedade de situações diferentes.
A maturidade pode ser definida como o predomínio extensivo do modo sintático de experimentar.
Dos itens acima: