A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução crônica que, embora curável, ainda permanece endêmica em várias regiões do mundo, incluindo o Brasil. É causada pelo Mycobacterium leprae (M. leprae) , um bacilo álcool-ácido resistente, de multiplicação lenta. A principal fonte de infecção pelo bacilo são indivíduos acometidos pela hanseníase não tratados e com alta carga bacilar, que eliminam o M. leprae pelas vias aéreas superiores.
(https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hanseniase/publicacoes/protocolo-clinicoe-diretrizes-terapeuticas-da-hanseniase-2022)
Sobre essa doença infecciosa não é correto afirmar:
A
Baciloscopia direta para bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR) é um exame laboratorial complementar ao diagnóstico clínico, que busca detectar a presença do M. leprae em esfregaços de raspado intradérmico e estimar a carga bacilar apresentada pelo paciente. A pesquisa do bacilo também pode ser feita por meio de colorações especiais em fragmentos de biópsia de pele, nervos, linfonodos e outros órgãos; nesses casos, a baciloscopia avalia a carga bacilar apenas no fragmento analisado.
B
Além da antibioticoterapia, o tratamento medicamentoso da hanseníase é feito com medicamentos anti-inflamatórios e imunossupressores, visando o controle dos quadros de reação hansênica, especialmente das neurites, uma medida crucial para a prevenção de incapacidades e que continua necessária durante alguns anos mesmo após a conclusão da poliquimioterapia padrão no tratamento da hanseníase.
C
O uso do teste rápido da hanseníase, no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde), está aprovado para uso padrão e de rotina para realização de diagnóstico na investigação de hanseníase.
D
A sorologia anti-PGL-1 (antígeno glicolipídeo-fenólico 1) tem se mostrado útil no monitoramento da eficácia terapêutica como marcador de recidiva e para a identificação de contactantes com maior risco de desenvolver a doença, além de auxiliar na classificação operacional de pacientes para fins de tratamento.