“A falta estrutural de esforços e interesses do mundo ouvinte em
aceitar a diferença linguística entre surdos e ouvintes traz riscos
às nossas práticas aos quais devemos estar atentos.
A compreensão histórica da língua de sinais enquanto uma forma
limitada de comunicação e compreensão do mundo faz com que
mesmo as práticas mais desconstruídas possam recair sobre
sensos comuns e reprodução de práticas paternalistas de
ouvintização. Estas práticas podem ser ainda mais comuns (e
sutis) na educação, campo no qual o discurso da inclusão é carta
marcada nas pedagogias contemporâneas. Mas entre a teoria e a
práxis, quanto ainda temos que caminhar para construirmos uma
ética realmente inclusiva na educação?”
Adaptado Dawes, T. P., & Coutinho, A. C. de M. S. A inclusão escolar do aluno surdo:
proposta bilíngue no contexto da diversidade e inclusão. Cenas Educacionais, 4,
2021, p.5
Sobre a inclusão, nas escolas comuns, dos alunos surdos,
surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com
altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências
associadas, é correto afirmar que a educação bilíngue Língua
Portuguesa – Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) deverá