Em um estudo atitudinal, realizado em um grande centro
metropolitano, psicólogos sociais buscaram a mudança de
atitude de usuários do metrô quanto ao uso e conservação
dos veículos durante o transporte da população. Para tanto,
orientaram uma campanha publicitária que versou sobre o
comportamento esperado e, de certa forma, ridicularizava
o personagem cujo comportamento era inadequado. Nessa
circunstância podemos dizer que:
A A mudança de comportamento, no caso das atitudes,
depende de como será feito o controle do reforço,
considerando que, no caso, as variáveis dependentes são
responsáveis pelo maior efeito de mudança atitudinal.
B O componente comportamental ou conativo das
atitudes é o que mais garante mudança de
comportamento, quando adequadamente controlado.
Então, o procedimento correto será o de estabelecer
normas mais rígidas com aplicação de multa aos
infratores. Assim, teremos uma mudança rápida do
comportamento, e será possível garantir a manutenção
por meio de campanha publicitária.
C A estratégia central da campanha foi centrada no
componente afetivo da atitude (por meio do humor) de
conservação do transporte público pelo seu usuário,
considerando que seria essa a melhor estratégia para a
alteração do comportamento do usuário, já que seria
difícil focar apenas no componente cognitivo e quase
impossível tratar do componente conativo das atitudes,
dado que se trata de controle de vasta população.
D Em casos como esse, de um transporte de massa com
milhares de pessoas utilizando o serviço, não há
condições viáveis de controle e, portanto, será
impossível a implantação de programas atitudinais,
considerando que essa referência é aplicada somente a
pequenos grupos.
E Ridicularizar pessoas em uma campanha publicitária,
mesmo no caso de comportamento socialmente
inadequado, corresponde à infração do Código de Ética
do Psicólogo e não deve ser estratégia que um psicólogo
social possa utilizar em uma campanha publicitária.