Atrás do arranha-céu, tem o céu, tem o céu E depois tem outro céu sem estrelas Em cima do guarda-chuva, tem a chuva, tem a chuva Que tem gotas tão lindas que até dá vontade de comê-las
No meio da couve-flor, tem a flor, tem a flor Que além de ser uma flor, tem sabor Dentro do porta-luvas, tem a luva, tem a luva Que alguém de unhas negras e tão afiadas se esqueceu de pôr
Nelson Jacobina e Jorge Mautner; do CD Eu Não Peço Desculpas, de Jorge Mautner e Caetano Veloso (fragmento)
Embora seja característico do uso coloquial brasileiro e esteja sendo incorporado à língua literária, deve ser evitado na escrita formal, o emprego do verbo que se constata em: