O último período do texto apresenta o uso das aspas antes e depois ...
🏢 FUNDATEC🎯 Prefeitura de Tupandi - RS📚 Língua Portuguesa
#Análise Textual
Esta questão foi aplicada no ano de 2018 pela banca FUNDATEC no concurso para Prefeitura de Tupandi - RS. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Análise Textual.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A louca vida sexual das plantas
Mal entrou na puberdade e ela só quer, só pensa, em namorar. Uns argumentam que ainda é
jovem, um botão em flor, mas isso nunca foi um grande problema para ela, que vem se
preparando para desabrochar desde que era um brotinho. Apesar de ter criado raízes junto aos
pais, sente que é hora de formar sua própria família e gerar seus rebentos. Para conceber as
sementes dessa transformação silenciosa, a moça se insinua aos quatro ventos, ludibria os
varões e cria sugestivas armadilhas. Se preciso, ela se vestirá de forma sensual e se cobrirá com
perfumes, tudo para deixar sua herança na terra – e, com sorte, gerar bons frutos para as
próximas gerações.
Sob a ótica de uma flor, um jardim é uma grande orgia. Cactos e ipês fazem. Trepadeiras,
claro, fazem. A mais prosaica violeta e a rosa caríssima fazem. De fato, assim que provaram o
gostinho da coisa pela primeira vez, cerca de 145 milhões de anos atrás, 415 milhões de anos
depois de a primeira alga verde chegar à terra firme, as plantas logo perceberam que o sexo
poderia trazer benefícios interessantes. Vamos a eles.
À primeira vista, o sexo parece pouco importante para as plantas. Isso porque a maior parte
delas é hermafrodita: um mesmo indivíduo tem tanto um ovário, sua porção feminina, quanto
grãos de pólen, pequenas estruturas que encerram os gametas masculinos. A reprodução
sexuada, que leva o pólen até o ovário, não deveria, portanto, demandar grandes esforços. Mas
não é isso que acontece na realidade. Uma flor só se entrega ao solitário prazer da fecundação
própria quando sua sobrevivência está sob ameaça. É que um vegetal autofecundado cria
descendentes geneticamente idênticos à mãe. Mal negócio. A reprodução sexuada junta e
embaralha genes de dois indivíduos. O filho nasce com um código genético só dele (é
precisamente o seu caso, leitor ou leitora – você é só um embaralhamento aleatório dos genes
dos seus pais). A vantagem aí é que códigos genéticos novos produzem anticorpos inéditos na
natureza. É uma bela vantagem do ponto de vista da espécie. Se um vírus mortal infectar todos
os indivíduos de uma espécie, alguns vão sobreviver, já que provavelmente terão nascido com
anticorpos que, por sorte, conseguem defende-los do ataque. Se todos tivessem os mesmos
genes, um único ataque viral poderia exterminar a espécie inteira. É por isso que você faz sexo.
Não houvesse essa pressão evolutiva, não existiriam pênis, vagina, tesão, orgasmo. Nada.
Mas voltemos a falar de flores. Como não podem sair do lugar, as flores recorrem a aves,
insetos e pequenos mamíferos — seus polinisadores — para misturar seu material genético ao de
outras. Essa sacada garantiu às plantas floríferas uma diversidade enorme, se comparadas aos
vegetais sem flor, como musgos, pinheiros e samambaias. Ainda assim, isso não quer dizer que
uma flor jamais vai se fecundar sozinha. Há casos em que isso se torna necessário. Em condições
normais, a violeta-africana produz flores no alto de hastes longas, boas para atrair a atenção de
insetos e reproduzir-se embaralhando seus genes com os de outra flor, distante. Mas, se notar
que as condições estão ruins — o clima ficou frio ou quente demais, por exemplo —, a mesma
violeta pode gerar flores de haste curta, que ficam escondidas pelas folhas e se autofecundam
ainda em botão.
Nesse caso, o alerta que vai determinar qual tipo de sexo elas vão praticar é dado por
estruturas celulares especializadas, que registram alterações na intensidade da luz solar ou na
quantidade de horas de escuro. “Uma planta é capaz de perceber mudanças mínimas na oferta
de nutrientes ou mesmo detectar que os dias estão ficando mais curtos e, portanto, o inverno
está chegando”, diz o biólogo Thales Kronenberger, especialista em biologia molecular e
parasitologia.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/a-louca-vida- sexual-das-plantas/. Acesso em 09 out. 2018.
O último período do texto apresenta o uso das aspas antes e depois de uma frase de autoria do biólogo Thales Kronenberger, especialista em biologia molecular e parasitologia. Sobre o emprego das aspas em um texto, considere as seguintes afirmações:
I. Ele serve para pôr em evidência palavras e expressões.
II. Ele é vedado quando há palavras estrangeiras.
III. Ele é proibido antes e depois de termos da gíria.