Garantir a educação entendida como um processo de
humanização, ao qual, todos, sem exceção, têm direito,
coloca-se como um grande desafio que, pela complexidade desse processo, só pode ser enfrentado pelo “construir juntos” como nos propõe a argumentação de Heloísa
Cardoso, in Alves (2014). Esse “construir juntos” revela
um postulado democrático, vivenciado no plano interpessoal, (...) é sobrepor à postura egoísta e individualizante
a realidade de um nós, de uma comunhão, com o sentido de “religar”, “é a referência de cada um ao todo, é a
unidade da parte, convergindo para o outro, ainda que
lhe respeitando a diferença e até mesmo a divergência”.
Com esses pressupostos, Cardoso entende que, “pela
responsabilidade pública que o Estado deve assumir
como dever em face do direito inalienável do indivíduo à
fruição dos bens da cultura e da educação”,