A Constituição Federal de 1988, no artigo 5°, inciso
LVI, prevê expressamente a inadmissibilidade
da utilização no processo de provas obtidas por
meios ilícitos. De acordo com as teorias adotadas
pelo legislador brasileiro e recente entendimento
jurisprudencial, descarta-se a ilicitude da prova na
seguinte situação.
A Ao cumprir mandado de busca e apreensão
em investigação de crime de homicídio,
os policiais acessam os computadores da
residência do investigado e levantam diversos
dados que demonstram a coautoria do vizinho. Dessa forma, os policiais estendem informalmente o mandado judicial e cumprem
a diligência, também, na residência do vizinho,
em observância ao princípio da celeridade
processual.
B Autorizada interceptação telefônica em face
de Diná Sabino de acordo com os ditames legais, ao término, é extraída prova da prática
de delito por esta. No entanto, as conversas de
cunho probatório são aquelas que haviam sido
realizadas entre Diná Sabino e seu advogado,
quando a primeira confessa a prática de crimes
e requer orientação de como proceder para
ser inocentada.
C Chegou ao conhecimento da autoridade
policial que determinado caminhão estava
transportando alta quantidade de drogas.
Em cumprimento de mandado judicial, foram
realizadas busca e apreensão do veículo,
confirmando-se o fato. No decorrer do processo
judicial, constatou-se que o crime havia sido
descoberto no 16° dia do início de interceptação
telefônica, deferida judicialmente pelo prazo
inicial de 30 dias. Verificou-se, ainda, que houve
pedido de prorrogação após um dia do término
do prazo inicial.
D Juca está sendo acusado de crime, porém
alega que é inocente e tudo não passa de um
plano vingativo elaborado por seu desafeto
político. No intuito de provar sua inocência, Juca contrata investigador particular, o qual
instala sistema de captação de imagem e
som clandestinamente no escritório do
seu desafeto. Por meio das imagens e som
gravados, Juca consegue extrair conversa que
prova indubitavelmente não ser ele autor do
crime denunciado e faz a juntada nos autos do
processo judicial.
E Um grupo de policiais civis estava executando
operação contra o tráfico na cidade de Campo
Grande-MS, quando suspeitou que Arnolgildo
estaria filmando toda ação policial. Por esse
motivo, Arnolgildo foi então abordado pelos
policiais civis, os quais, sem a existência de
mandado judicial, efetuaram uma busca na sua
residência e localizaram 9 gramas de crack e
0,4 gramas de cocaína. Arnolgildo foi preso em
flagrante pela acusação de tráfico de drogas.