Após ler o trecho a seguir, do ensaio “Gramática e política”,
de autoria de Sírio Possenti, um professor de língua
portuguesa do ensino médio decide que ensinará apenas as
variações e não mais a língua padrão, posto que os alunos
não precisam saber a nomenclatura gramatical em sala de
aula:
“Do ponto de vista da história das línguas e das gramáticas,
sabe-se que são os gramáticos que consultam os escritores
para ver que regras eles seguem, e não os escritores que
consultam as gramáticas para ver que regras devem seguir.
Não faz sentido ensinar nomenclaturas a quem não chegou
a dominar habilidades de utilização corrente e não
traumática da língua escrita.” (extraído da obra O texto na
sala de aula, organizado por Wanderley Geraldi).
Ao conversar com o colega, outro(a) professor(a) percebe a
interpretação inadequada do texto e oferece uma outra,
ressaltando que: